Tecnologia na infância: limites que os pais devem conhecer!

O mundo mudou. Quantas vezes você já ouviu isso ou já se pegou pensando? É certo que tudo evolui, mas determinadas mudanças causam rupturas e transformações significativas no ser humano. A evolução de tecnologia na infância é um exemplo.

Já temos gerações inteiras de nativos digitais (termo cunhado por Marc Prensky, em 2001) – aqueles que já nasceram cercados, que tiveram e têm contato com a tecnologia desde muito cedo, como os seus filhos, por exemplo.

Isso nos leva a um assunto que permeia os debates sobre a educação de nossas crianças nesse meio digital: a tecnologia na infância. Afinal, o uso das tecnologias pelas crianças é bom ou ruim?

Venha para o debate sobre alguns principais pontos sobre o assunto!

Tecnologia na infância: como permitir e controlar
Como os pais devem lidar com o uso de tecnologia na infância? Para começo de conversa, proibir o uso de tecnologias não é o mais adequado.

Primeiro, porque não há como mantê-las longe delas, pois aparatos tecnológicos fazem parte do nosso dia a dia.

Segundo, porque esse é o futuro! A quarta revolução industrial é um exemplo: a fusão de tecnologias como Internet das Coisas, sistemas ciber-físicos, inteligência artificial, big data – e outras – começa a desenhar cenários das profissões do futuro.

Dessa forma, quanto mais familiarizados com as tecnologias, mais fácil se tornará a sua vida profissional, quando adulto.

O segredo é saber dosar, além de direcionar para práticas educativas e não somente para diversão.

A tecnologia é mesmo uma vilã?
Como pais, sabemos dos perigos dos quais temos que proteger nossas crianças e adolescentes todos os dias.

Se a criança tem permissão para usar computador ou um dispositivo móvel, internet, acessar redes sociais e tudo que vem junto, e não há controle sobre isso, a tecnologia pode sim, ser uma vilã.

Há que ter o controle, inclusive, para que a criança não se torne sedentária, somente ligada em computador, videogame, celular e etc.

Além disso, há fatores ainda mais desagradáveis do mundo virtual, mas sobre os quais precisamos falar:

  • O perigo de brincadeiras (que não se parecem nada com brincadeiras), como o jogo da baleia azul, que levava crianças mais velhas e adolescentes a encararem desafios perigosos e que incentivava o suicídio;
  • A exposição de crianças a qualquer tipo de pessoa, inclusive as não tão bem intencionadas;
  • A idolatria a influencers, que por sua vez, ganham para induzir crianças e adolescentes ao consumo de determinados produtos; dentre outros.
  • Tecnologia na infância e o papel dos pais
  • Quer saber o alcance de situações como as descritas acima? Uma pesquisa divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), em 2016, apontou que 82% das crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos são usuários de internet.

Sabe a quanto isso corresponde? A 24,3 milhões de crianças em todo o Brasil (82% nessa faixa etária).

A solução?

Acompanhar de perto o que as crianças fazem na internet, seus contatos e suas ações. O uso das configurações e filtros disponíveis, para controle do que elas acessam – mas não pensar que só isso resolve, principalmente por terem facilidade com as tecnologias, elas sabem enganar até os filtros, e acessar os diversos tipos de sites.

Na verdade, o mais importante é manter um diálogo aberto com elas, explicar os perigos, tanto de viver muito tempo usando aparelhos eletrônicos quanto da própria internet, e as consequências.

É correto proibir alguns itens?
O problema não é o contato com a tecnologia, mas sim como ela é utilizada. Os pais devem proibir parcialmente o uso de aparelhos ou de ficar na internet, mas como forma de fazer a criança ter momentos de brincar ao ar livre, de interagir com outras, de passear etc.

A proibição deve ser voltada ao que não condiz com a sua idade. Na internet, as redes sociais ou certos canais do YouTube, por exemplo. Há que se ter um tempo, idade e limite para tudo.

Quais os benefícios da tecnologia na infância?
A tecnologia, quando bem direcionada, ajuda no desenvolvimento da criança. A internet como ferramenta pedagógica é um exemplo. No mundo virtual, as crianças podem buscar conhecimentos adicionais sobre o que aprenderam em aula.

Além disso, conforme já dito anteriormente, é essencial que nossos jovens e crianças estejam inseridos no mundo tecnológico, uma vez que essa estimulação auxilia no desenvolvimento das áreas cerebrais que determinam habilidade necessárias no futuro.

Considerando tudo que foi observado, cabe aos pais determinarem os limites e permissões que darão aos seus filhos. É importante frisar o direcionamento que deve ser dado às possibilidades de aprendizagem. Não que a criança não possa jogar e se divertir, mas que a internet e os equipamentos não tenham somente essa utilidade.

Quer saber mais sobre educação, tecnologia na infância e demais aspectos relacionados ao cotidiano de crianças e adolescentes? Junte-se à comunidade da Escola Conecta nas redes sociais!

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